sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

O Amor



O Amor é confuso.

Hoje encontrei com ele ali na esquina, e estava tranquilo como se a observar algo no horizonte. Disse-me que percebia uma ponta de sol querendo abrir-se para o dia. Fitando o horizonte, vi somente uma chuva que em nuvem se transformava dizendo que fortemente chegava para alagar, alegrar e descansar este meu dia.

Nos olhamos, ele excitado pelo sol, eu descansada e aceitando a chuva, resolvi voltar.

Queria entender o sol que o amor via.

Convidei-o a ir até minha casa, dividir um café bem gostoso, aromatizado, biscoito sequinho, musica lenta, e alguns e outros assuntos sem interesse, sem compromisso.

Ele preferiu ficar na esquina. Temia que o sol se fosse. Foi a resposta. Diante de minha caminhada de retorno, chamou por mim, e já com olhos marejados, convidou-me a esperar pela chuva que sedenta chegava.

Sol ou chuva amor, perguntei?

Eu não sei respondeu-me aflito!

Que aflição amor  por uma pequena coisa que faz parte do cotidiano. Chover, fazer sol, ser dia , ser noite!

A minha aflição Sonia é porque vejo que você não me conheceu. Sabe que estou na esquina, que espero por algo. Estive esperando sempre por você.

O amor estava confuso na esquina, nem a saudade ele viu a meu lado, nem meu coração pulsando percebeu.

Mediu somente pelo sol que preguiçoso, longe estava do horizonte.

Esqueceu ou não me conheceu. Não sabe o amor que sou notivaga, e que pelas madrugadas procuro guarida nas palavras que às mãos me fogem.

O amor é confuso.

Sonia Inacio

7 minutos do dia 12/12/2009

2 comentários:

Eduardo Lara Resende disse...

Confuso, inexplicável, simples.... e vai por aí. Sobretudo, exigente. Amor é entrega.
Ótimo texto, que induz à reflexão do que a Humanidade procura e, ao mesmo tempo, acha que conhece desde sempre.
Abraço.

Anônimo disse...

Nossa!!!!!!!!!!Muito lindo.
Muitas sabias palavras.

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