
Por que o silêncio,
se meus olhos aflitos buscam
suas mensagens
dedilhadas em linhas subtraídas
do meu diário mantido
no nosso espaço único.
Por que o silêncio,
dividindo nossos quereres, nossos afazeres,
tenho medo, receio,
se fiz eu silêncio primeiro
ou primeiro seu silêncio
fez -me assim
medrosa por inteiro.
Que estrada atravessou este nosso caminho?
Era longa a caminhada porém amada,
era longa a caminhada porém esperada,
era longa a caminhada, mas muito sonhada.
E o silêncio.
Traz placa misteriosa de ruído afogado
no rio que canta cortado pela pedras,
que pontiagudas machucam e fazem
o cantar das águas, triste e amargurado,
lembrando-me que o silêncio
dói por dor
por mágoa.
E o silêncio,
substancia magica do nada
não existe,
não existe.
É silêncio,
não tem retorno
porque não houve caminhada.
Autor: Sonia Inacio
27/11/2009
22:00hs
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