Hoje sai com o propósito de ir. Ir a algum lugar, principalmente que tivesse por perto uma venda, mercado, quitanda pois precisava de umas frutas.
Fui à Vila Santa Cecília para dar tranquilidade aos meus pés, fatigados da mesmice de horas paradas.
Andamos o suficiente. Fui às compras. Comprei quantas e tantas frutas que eu precisava e além das que precisava. Estavam bonitas e acabo comprando com os olhos e a barriga. Razão! Bom, esta vai passear nas horas de compra.
Ao sair da loja, precisava aguardar para atravessar a rua. Enquanto aguardo, meus olhos passeiam. E fico parada, ali, fitando a praça entre os dois prédios chamados CECISA. O que é aquilo. Jogo de futebol, fila de emprego, bate papo furado. Como as bolsas não me eram pesadas, resolvi pensar. Naquele lugar e minuto. Pensar. O que está acontecendo com o nosso Brasil. Em particular com nossa Volta Redonda. Pedaço querido onde nasci. Não dava para contar, mas eram muitos homens. Uns falando com calma, outros nervosos gesticulando; outros, com olhos aguçados, ouvindo, observando, com uma mochila nas mãos, atentos esperando por por algum emprego. É vergonhoso a situação que minha cidade se encontra. Não entendo é que a sensação que tenho, é que o povo gosta da mentira. Fala-se em 230.000 mil novos postos de trabalho. Onde? O Governo mente descaradamente. O Estado mente por tabela, e a cidade por tabela também se torna mentirosa.
E como se aquilo ali não existisse. Ninguém reclama e muito menos aclama por uma mudança urgente, honesta e viável.
Está bom. Está tudo bom. daqui a pouco vamos nos contentar com as diárias que os candidatos politicos vão oferecer por um dia de trabalho. São as eleições. Já viram, ou melhor sentiram dentro do pensamento o tamanho da boca eleitoreira. A boca das eleições é enorme. É infatígavel.
É miseravelmente grande. Como nós brasileiros. Miseravelmente pequenos.
Nenhum comentário:
Postar um comentário