sábado, 28 de novembro de 2009

Eis-me-aqui


Aqui estou Sonia,

quero te acalmar os sentidos

dizer que sim sou teu (tua amiga) amigo

o silêncio faz parte da vida.

se me calo é porque minha alma sentida

necessita do descanso das letras.

e do descanso dos dias.


Mas aqui estou e minha estada é constante

ando por outros portos

visito outros amantes

bebo da água do dia

do anoitecer distante

mas meu coração atado está

a seu coração também errante.


Tranquilize-se Sonia,

não fugirei jamais de tuas mãos,

a quatro escrevemos nossa história

sou a alegria que o mundo explora..

Se a tristeza por vezes te outorgo sozinha.

é porque sei Sonia

que sou tua inspiração

e que também tu és a minha.


Não mais pelo silêncio pergunte

por mais que esta vida perdure,

sou eu , somos nós, somos todos,

somos tudo.


Autororia: Sonia Inacio

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Por quê o silêncio?


Por que o silêncio,

se meus olhos aflitos buscam

suas mensagens

dedilhadas em linhas subtraídas

do meu diário mantido

no nosso espaço único.


Por que o silêncio,

dividindo nossos quereres, nossos afazeres,

tenho medo, receio,

se fiz eu silêncio primeiro

ou primeiro seu silêncio

fez -me assim

medrosa por inteiro.


Que estrada atravessou este nosso caminho?

Era longa a caminhada porém amada,

era longa a caminhada porém esperada,

era longa a caminhada, mas muito sonhada.


E o silêncio.

Traz placa misteriosa de ruído afogado

no rio que canta cortado pela pedras,

que pontiagudas machucam e fazem

o cantar das águas, triste e amargurado,

lembrando-me que o silêncio

dói por dor

por mágoa.


E o silêncio,

substancia magica do nada

não existe,

não existe.

É silêncio,

não tem retorno

porque não houve caminhada.


Autor: Sonia Inacio

27/11/2009

22:00hs

Presépio


Presépio de Natal

A tradição de montar um presépio começou com São Francisco de Assis no século XIII

O que me traz este presépio
que agora dentro do coração elaboro
Traz a paz, traz o aconchego que me acalma
o que a saudade distanciosa me causa.

O que me traz este meu presépio
que sinto tão coeso, tão meu.
Traz o apogeu de quem ao céu subiu
em um voo imaginário
sem crença
sem pé
sem fé
na inocência inerente
da criança pequena
que existe em mim.

O que traz o Presépio de Meu Pai?
O inicio e o fim.
A certeza da caridade,
do amor compartilhado
da vida dedicada
do prazer de ser e doar
do prazer de sentir e sentir amar
do prazer de cristão ser
no meu irmão
que espera em meu viver.

Autor: Sonia Inacio
27/11/2009

O Tempo da Liberdade


A Liberdade pode ter o tamanho das asas
de uma borboleta errante
que procura em cada flor
o sentido de ser amante.

A liberdade pode ter o tempo de uma borboleta
que se condiz com as horas
que a afaga com os bailar
antes do descansar.

A liberdade pode ter o segundo imaginário
de um coração livre
e se eternizar em palavras , em sentidos
e viver a intensidade com que o furacão vive.

A Liberdade pode espaldar-se
nas palmas da mão
mas será livre, livre e tem asas
que voam onde poucos
um dia voarão.

A Liberdade sou eu
neste meu mundo único
que desbravo sentidos
ultrapasso fronteiras
e ao anoitecer.
Vitoriosa, sinto-me inteira.


Autor Sonia Inacio

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Santidade


Santidade, é no amanhecer do dia ter a certeza

que o labor te espera,

que a dignidade faz fila,

e ao sabor do vento

na caridade do sol,

no afagar das horas

trabalhas

e travas tua batalha.


Santidade, é no meio do dia

tua barriga vazia

a espera do sustento da vida

se exauri , se farta do pão de cada dia,

e descansa na paz merecida

fiando os minutos,

descansada da lida,

e com gozo da vitoria

retornas ao chamado da vida.


Santidade, é no apogeu do anoitecer

retornar ao lar querido

sorriso e cheiros costumazes

te chega aos sentidos

E paras olhando o céu infinito

e em uma prece suprema,

podes agradecer a Deus,

mais um dia vivido,

na dignidade de servir

e não precisar ser servido

na dignidade do alimento

e não da fome desmedida.

no aconchegar de um leito

e não um chão sem sentido.

Santidade é ser filho,

é ser pai,

é ser irmão

é ser amigo!

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

presidentes....e presidentes...



E que vergonha...vergonha.


Não sei o que esperamos!..ou podemos esperar????


Brasileiro não tem jeito para ser homem bomba não...Brasileiro nasceu pára lutar, lutar e ser feliz.


Junções de guerra e terror não fazem partes de nossas divisas...


Não sei..


Falta o que dizer, ou tem algo a dizer. Não tem.



Nunca gostei mesmo deste que ai está. Dá dois beijinhos em Chavez, dá braços para china, passeia com o outro, ri da cara da rainha da Inglaterra. e agora?!.. bom agora, é esperar, quem sabe um dia aprendamos a virar homem bomba. Que seja ele a cobaia. Explode primeiro antes que explodimos todos nós.
Depois D.Canô, mãe do Caetano ainda foi pedir desculpas.
Diz pra ela, diz que o filho da... bom é analfabeto.
o filho dela, D.Canô, não, ele não é analfabeto. Ele só desabafou, não precisa de quem peça desculpas por ele.
Também sou filha do Brasil, espero que alguém peça desculpa a mim, pois não coloquei esta coisa lá.
Tão preocupadamos estamos que paises venham tomar nossa Amazonia. Preocupemos mais não. Daqui a pouco tudo explode.
Sonia Inacio

domingo, 22 de novembro de 2009

Amizade


Quando eu te conheci.....


já ouvi uma música que iniciava com estas palavras


nem sei , foi anos atrás.


Música acaba?


Nunca mais escutei tocar.


Não não acaba, ela apenas vai viver com o passado; mas,


quando eu te conheci


pensei que serias mais alguém passando por minha vida,


nem em teus olhos fitei


mas recordo teu sorriso franco


e teu jeito franco de ser.


Senti que seria para sempre nossa amizade.


Nossa amizade?


A minha amizade vai ser para sempre,


quando precisares,


um ombro para descansar


uma prece para te apoiar


vou estar aqui,


sempre aqui,


sua voz me é presente, não a esqueci.


Trazes na voz a melodia de um sorriso,


e realmente tens motivos para sorrisos.


Conheces o ontem e vive desde o inicio


supera o hoje


e já vislumbra a vitória de amanhã.


Quando eu te conheci...


já sabia que a amizade, a minha amizade por ti,


é para sempre.


Autor: Sonia Inacio


26 minutos de segunda feira




Para Liê


Paz


A noite é de Paz!

Escute o silêncio.

Traz em seu calar o sentimento do mundo.

Paz!

Observe o silêncio.

Tem a quietude do próximo, e alcança o tudo.


A noite é de Paz!

Uma Luz visita os espectadores.

É o Menino Deus,

esperado por todos

e vem em nome da Paz!


Escute o silêncio!

Ele te aconchega nos braços

o mais próximo de ti.

Dê-lhe a Paz.


Sinta o silêncio!

Ele te eternizará este momento,

que com leveza

receberás o pão

que te servirá de alimento.


A sua Paz necessita do alimento

que percorre todos os seus sentimentos.


A noite é de Paz!

A fauna sabe

A flora sente

A natureza se entende,

E...o homem????

Abre os braços e recebe

Aquele que vêm e o resgata para todo o sempre.
Amém...Amém...Amém!


Autor: Sonia Lucia Vidal Inacio

Domingo quente de verão 13;05hs

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Noite

A noite chega,

com ela o acalanto.

Acalmo minh'alma

e na paz sensata,

retorno ao meus 'sins'

depois de 'nãos' vividos

e a paz me toma por inteiro

não sou a última,

não fui a primeira,

senti o gosto do medo

dedilhando minha língua,

imiscuindo por entre meus pensares,

e o coloquei distante,

talvez na estante do amanhã

para me impulsionar outra vez na caminhada

com ele, o medo, eu me incentivar

a procurar a paz sonhada.


A noite chega,

cigana eu depois de danças rodopiantes,

de estradas fatigantes,

entrego-me ao sono dos anjos,

livre de rancores,

esquecida dos rumores,

sou gente,

sou crente,

sou paz

sou sono

sou meu sonho que tanto me satisfaz!
Sonia Inacio 20/11/2009-23;41 hs.

Casamento

Uma bola, um pedaço de madeira de 1 metro.

Ande por alguns km. segurando em suas mãos estes dois objetos. Firme. Olhando sempre à sua frente.

Difícil. A mão fica dolorida. A bola dança na parede da madeira. A madeira pesa e não se equilibra no redondo da bola.

Continue a caminhada.

Sinta o desapego, da bola da madeira.

Cada uma lutando por si para ficar na mão.

A mão por sua vez, padece cansada segurando e equilibrando as duas peças.

Assim é o casamento.

Ele, o casamento, as vezes cede sob o peso da madeira e se ajeita para que a bola não caia.

Por vezes ele o casamento cede um pouco mais a palma da mão a fim de que a bola se aloje melhor no côncavo e não entre em atrito com a madeira.

É fácil. É só pensar e administrar.

O difícil é casar.

Sonia Inacio - 19:25 - 20/11/2009

Se é grito...não te posso calar

Acredito que somente eu te entendo.

Acredito que somente eu

não me confundo

se entendo o teu lamento

ou se lamento porque te entendo.


Acredito que eu entendo a confusa

duvida

que a vida

te causa

te embaraça

te abraça

te enlaça

e você não a ultrapassa.


Acredito

que me vem as horas,

e completam-se em dias

e me leva a coragem

e me deixa ao léu

da força de ser.


Acredito, mas ainda há tempo

e vida aqui dentro pulsando

que me grita, me recupera

do lixo marcado

do amassado pisoteado

e me vejo tão forte

e te vejo tão fraca.


Volto e quero te aconchegar

se é dor

quero tua dor curar

se é cisma

quero tua cisma contornar

se é ..se é grito..

..perdoe não te posso calar...

Momentos...alucinantes momentos

Momento. Alucinante momento

que me confunde as palavras e o pensamento.

Disse eu perjurio?

Disse eu anonimato?

Não!

Me fiz visível na dor que me aperta

os neuronios possessivos e pululativos.

Me fiz visivel em palavras

mentiras inexatas

que me facina a escrita

que me foje aos sentidos

e vai formando de forma descritiva

o que vi

que senti

o que sonhei

o que escutei.

Eu falei de anonimato.

Se me lês agora, vais entender que não.

Se fiz perjurio,

e entederes que escrevo vais entender

que quando escrevo é meu coração

atendendo a razão.

Momentos..alucinantes momentos.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Devaneios

Hoje sai com o propósito de ir. Ir a algum lugar, principalmente que tivesse por perto uma venda, mercado, quitanda pois precisava de umas frutas.
Fui à Vila Santa Cecília para dar tranquilidade aos meus pés, fatigados da mesmice de horas paradas.
Andamos o suficiente. Fui às compras. Comprei quantas e tantas frutas que eu precisava e além das que precisava. Estavam bonitas e acabo comprando com os olhos e a barriga. Razão! Bom, esta vai passear nas horas de compra.
Ao sair da loja, precisava aguardar para atravessar a rua. Enquanto aguardo, meus olhos passeiam. E fico parada, ali, fitando a praça entre os dois prédios chamados CECISA. O que é aquilo. Jogo de futebol, fila de emprego, bate papo furado. Como as bolsas não me eram pesadas, resolvi pensar. Naquele lugar e minuto. Pensar. O que está acontecendo com o nosso Brasil. Em particular com nossa Volta Redonda. Pedaço querido onde nasci. Não dava para contar, mas eram muitos homens. Uns falando com calma, outros nervosos gesticulando; outros, com olhos aguçados, ouvindo, observando, com uma mochila nas mãos, atentos esperando por por algum emprego. É vergonhoso a situação que minha cidade se encontra. Não entendo é que a sensação que tenho, é que o povo gosta da mentira. Fala-se em 230.000 mil novos postos de trabalho. Onde? O Governo mente descaradamente. O Estado mente por tabela, e a cidade por tabela também se torna mentirosa.
E como se aquilo ali não existisse. Ninguém reclama e muito menos aclama por uma mudança urgente, honesta e viável.
Está bom. Está tudo bom. daqui a pouco vamos nos contentar com as diárias que os candidatos politicos vão oferecer por um dia de trabalho. São as eleições. Já viram, ou melhor sentiram dentro do pensamento o tamanho da boca eleitoreira. A boca das eleições é enorme. É infatígavel.
É miseravelmente grande. Como nós brasileiros. Miseravelmente pequenos.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Saudade


O que será a saudade?

Escrevo, reescrevo.

Pergunto-me e não sei

Saudade é bater a terra

de lugares por onde passei?

E sentir a poeira entrando

pelo inconsciente e me levando

a um momento ausente?


Saudade é sentir na boca

o gosto de um momento

que vivido não caiu no esquecimento?


Saudade é sentir seu olhar

seu sorriso matreiro

seu carinho singelo

sua voz doce

seu tocar macio

a me afagar?


Saudade Bruna

minha neta querida

amor da minha vida,

é aguentar estar longe de você

esperando o momento

que esgueirando o sofrimento,

felizes, bagunceiras, vamos viver?


Saudade eu conheci mesmo

depois que tive você.


autor: Sonia Inacio


segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Luz

Luz


Quero a luz do dia


e de horas que me fogem


de momentos que me bastam


para eu não chorar


a saudade.




Quero a luz do dia


e de palavras que me faltam


de inquietude que me tira o sono


para eu não chorar


a saudade.




Quero a luz do dia


com sua forma suave de ser


que me acalma


que lava minha alma


para eu não chorar


a saudade.




Quero esta luz que agora


me clareia as horas


se apague e se afaste


para eu não chorar


a saudade.
Autor: Sonia Inacio

Liberdade

Liberdade é a certeza de que somente o hoje existe,

para que abras o coração

e sem medida ou medos,

sem critérios sem apego

você fuja em passo único

para o universo desmedido

onde não há lugar para a razão.
E assim você escreva,
grite aos quatros ventos
seus desejos
seus motivos
suas razões.
Liberdade é o agora, o hoje!


Autor: Sonia Inacio