Gilda ia com uma vestimenta que a deixava com silhueta alongada na alongada avenida onde gosto de sentar-me em um pequeno restaurante durante as tardes, um cafezinho e relax.
A atenção que dava ao celular tirava qualquer atenção ao redor.
Olhava atentamente ao visor do aparelho, tropeçando em seus próprios passos calçados em uma bota marron já que a tarde se apresentava um tanto fria.
Também o que Gilda precisaria olhar ao redor?
E lá ia na sofreguidão de uma notícia ou mensagem que não existia - queria ou precisava encher o coração no frio que já se apresentava, um aconchego na vida fria que mais fria ficava com o frio que se apressava.
Gilda não olhava que a calçada terminara. O olhar atento em recados imagináveis tirou-lhe o momento, aquele momento que ela desfilava pela lânguida avenida solitária.
Ela a avenida que só existia com meu olhar e os passos desesperados da bota marron que ornava as magras pernas de Gilda debateu-se agora no fim da calçada quebrada em que um bueiro entre aberto.
O grito de Gilda não escutei, foi abafado pela sirene de um carro de bombeiro que passava e que diante do entrave da cena parou e socorreu Gilda.
Nada vi , tudo muito rápido.
Só visualizei o celular aberto no braço que Gilda fortemente sustentou para o ar na maca onde os bombeiros a amarrou.
Onde estava agora o olhar de Gilda?
Na maca?
No bombeiro?
No celular?
A solidão está matando!
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