segunda-feira, 25 de julho de 2011

O Abacateiro



É um velho de Abacate - fruta gostosa que já ornamentou alguns jardins familiares e que agora encontramos em lugarejos.





Mas aqui do outro lado da rua em que resido tem um velho pé de abacate - floração bem pouca - um ou outro fruto no último ano - contenta-se em dar sombra.





Agora está coberto de alguma planta daninha que está matando suas folhas, secando e ficando somente um emaranhado de cipó.





Os pássaros não se retraíram.





Nos ramos de cipó que vão secando alojaram-se em ninhos - são vários já percebi.





É final de Julho e a primavera não tarda.





E o velho pé de abacate que se deixou usar pelo alastre do cipó vai servir de vivenda aos pios incessantes de novas vidas.





Quem somos nós - quem sou?





Se ao andar da vida concluirmos que somos velhos pés de abacates e tomarmos posse do amor que quer fazer morada próximo a nós para dar inicio a uma nova vida, seremos verdadeiramente felizes.





Bom ser - bom ser pais - avós - bisavós e dar continuidade já com olhar carinhoso, dobrado pelo peso das experiências vividas e saber-nos confiáveis para dar suporte aos novos pios que querem nascer na primavera.





Do outro lado da rua tem um pé de abacate - aqui dentro da minha casa tem a esperança!

sábado, 23 de julho de 2011

Gilda

Gilda ia com uma vestimenta que a deixava com silhueta alongada na alongada avenida onde gosto de sentar-me em um pequeno restaurante durante as tardes, um cafezinho e relax.


A atenção que dava ao celular tirava qualquer atenção ao redor.


Olhava atentamente ao visor do aparelho, tropeçando em seus próprios passos calçados em uma bota marron já que a tarde se apresentava um tanto fria.


Também o que Gilda precisaria olhar ao redor?


E lá ia na sofreguidão de uma notícia ou mensagem que não existia - queria ou precisava encher o coração no frio que já se apresentava, um aconchego na vida fria que mais fria ficava com o frio que se apressava.


Gilda não olhava que a calçada terminara. O olhar atento em recados imagináveis tirou-lhe o momento, aquele momento que ela desfilava pela lânguida avenida solitária.

Ela a avenida que só existia com meu olhar e os passos desesperados da bota marron que ornava as magras pernas de Gilda debateu-se agora no fim da calçada quebrada em que um bueiro entre aberto.


O grito de Gilda não escutei, foi abafado pela sirene de um carro de bombeiro que passava e que diante do entrave da cena parou e socorreu Gilda.


Nada vi , tudo muito rápido.


Só visualizei o celular aberto no braço que Gilda fortemente sustentou para o ar na maca onde os bombeiros a amarrou.

Onde estava agora o olhar de Gilda?

Na maca?

No bombeiro?

No celular?


A solidão está matando!

Inverno

Hoje amanheceu frio - nem sei se é por ser inverno ou uma onda de frio conforme dizem os estudiosos.

Brasil é um lugar sem inverno - tem um friozinho ameno que nos convida a um chocolate quente e biscoitos amanteigados.

Brasil é um lugar sem guerra - tem uns elementozinhos que procuram perturbar a paz, mas isto a policia dá jeito.

Brasil é um lugar sem ... bom prefiro continuar a dizer:

Brasil é um com muito sol, muita alegria, muito bem viver, muitos uffs e malufes, occis e paloccis, muitos as e lulas, muitos is e dilmas e por ai vai; mas Brasil tem eu, você e muitas alegrias para viver.