quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Silêncio

Silêncio
Silêncio que vem e esgana-me a garganta
sufoca o meu falar
o meu gritar
não me deixa dizer do meu amor
a este mundo que me apaixona
que me cobre de novidades
e que é só meu.
Silêncio que tem medo
de minha voz sem limites
que afinada, confina desejos
e dança entre os acordes deste mundo
que é só meu.
Silêncio que tem nome, numero
identidade dizem todos,
mas, que me atormenta,
meus sonhos arrebenta
como se à beira do mar descoberto
eu estivesse, e me rouba
meus trapilhos que entre horas
medito
neste mundo que é só meu.
Silêncio, passado presente,
distância rente
de minha vida, sonhos, escritos
e manuscritos de minha'alma cativa,
dê-me minha vida
tagarelo por entre os dentes
sorrio por entre rugas
danço por entre passos
e vivo em um mundo somente meu.
autor: Sonia Inacio
13/12/2010 - 8:45

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