quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Lindo


Lindo!

Por onde trafegas com este teu pensamento
Que acompanhando seu olhar
Surpreendo-me a todo o momento
Que corro e me foges
Que grito e não me escutas
Deslizas-me das mãos
Por onde andas com este teu modo de cismar?

Lindo
Por onde trafegas com este teu pensamento
Que encontro as respostas jogadas a ermo
Quando em minhas andanças
Procuro suas andanças arrumar?

Lindo
Por onde trafegas com este teu pensamento
Que me beija doce
Que me abraça apertado
Que leva ao céu
Que me machuca alma
Por não entender você
Sua vontade
Seu querer
Sua mensagem
Seu viver.
Setembro 2016

domingo, 4 de setembro de 2016







REFLEXÃO...
Nesta semana, a separação de William Bonner e Fátima Bernardes, um dos casais mais populares do Brasil, provocou grande consternação. Não necessariamente porque envolve celebridades, mas porque somos nós que perdemos um pouco do ideal do “felizes para sempre”. Ficamos inseguros, desconfiados. Parece que, se assim foi com eles, pode ser com a gente; se o amor deles acabou, ninguém escapará da sina. Se casais outro dia lindos, com filhos, fama, sucesso e próximos a celebrar 30 anos de amor desistiram, então, quem somos nós, os mortais, para que continuemos acreditando que somente a morte teria poder para separar?
Ficamos sensíveis, frustrados e alardeamos que o amor morreu.
E amor morre mesmo! Não o amor de Deus, mas o nosso. Morre como semente que não caiu em terra úmida. Morre como planta que não foi regada. Morre como quem não foi nutrido, assistido, alimentado. Sim, amor se desnutre, definha, se apequena, se esvai…
Sem entrar na discussão dos reais motivos da separação dos jornalistas, é possível crer que não tenha sido de repente que se perderam um do outro. Com certeza, não estavam abraçados, bem agarradinhos, sorrindo, olhos nos olhos, compartilhando o corpo e o coração quando se deram conta de que o amor acabou. Mas foi quando se acostumaram a viver só ou a viver melhor na companhia de outros. Outros sonhos, outros pares, outros ares e possibilidades. Começa assim: Já não são dois, mas um para cada lado.
Se tivesse oportunidade, eu daria a eles a melhor de todas as notícias. Diria como um amor desgastado pode ser refeito. Como um casamento em ruínas pode ser reconstruído. O amor que vem do alto rega relacionamentos ressecados. Faz reverdecer a árvore morta. Gera frutos de perdão e rasga cartas de divórcio. “[…] Porquanto o amor de Deus está derramado em nossos corações pelo Espírito Santo […]” (Romanos 5:5).
Que bom seria se toda Fátima e todo William acreditassem nesta verdade! Um relacionamento sustentado em Deus é capaz de superar os dilemas da vida a dois. Com Ele aprendemos a amar de maneira não egoísta, mas generosa; não inconveniente, mas compassiva e bondosa. Esse é o tipo de amor sem dia para acabar. E acredite: ele existe!



Me encantou a forma com que minha amiga, amiga mesmo, Leonor Ayres - que já conhecia por 60 anos porém eu não sabia de sua particularidade para expressar o que o coração dela sabe ver.
Leonor é a garota da foto, já com seus cabelos pintados de branco. Linda e levada.
Parabéns Leonor!